05 de Setembro de 2010


Untitled Document

           
------------------------------HISTÓRICO------------------------------------ A antiguidade do cavalo Breton é inegável. Os Celtas ancestrais dos bretões chegaram dos platôs da Ásia, atravessando a Rússia, a Europa Central, a Gália, até se estabelecerem na Bretagne, montados sobre pequenos cavalos. Apenas os animais de muita energia resistiram às migrações e a miséria, dando origem aos maravilhosos “bidets”, que graças a sua resistência e agilidade, fizeram fracassar as invencíveis legiões romanas. Estes pequenos cavalos, mestiçados com os tracionadores mais pesados das tropas de Julio César, produziram um melhoramento racial, formando uma raça que, contendo gotas de sangue oriental, vem desafiado o passar dos séculos. Na idade média, na Bretagne, existiam, apenas, duas variedades autóctones, que serão descritas a seguir. O Sommier, cavalo de trabalho, único utilizável na falta de estradas praticáveis, cavalo de cultura e mensageiro do comércio. Ele servia aos transportes ligeiros e era mais encorpado. Possuía as seguintes características: altura em torno de 1,40 m, perto do chão, cabeça quadrada, nariz chato, pescoço curto, ombros secos, garrote bem desenhado, peito pouco profundo porém largo, membros secos porém finos, tendões destacados, jarretes um pouco fechados, garupa bem saliente, pés pequenos mas duros, e pelagem predominantemente alazã. O Roussin, resistente e infatigável, era mais fino que o Sommier. Era usado pelo mestre e senhor como montaria. Ele tinha um andamento artificial muito confortável, que tornava as grandes viagens menos penosas, em contraste com o trote comum dos cavalos volumosos, de articulações curtas e reações duras. Ao lado dessas variedades comuns, existiam os cavalos das coudelarias pertencentes à nobreza, que guardavam animais de luxo, quase sempre inteiros: o Destrier, montaria dos cavaleiros, cavalo de combate, das festas militares, dos torneios; animal de tamanho e corpulência, descendente melhorado do cavalo de guerra dos primeiros anos da nossa civilização atual, que os gauleses montavam nos séculos anteriores a monarquia francesa e o Palefroi, cavalo de parada, das damas, objeto de uma produção mais refinada e de uma cultura aperfeiçoada em Limousine e em Navarre, onde tinha sido primitivamente, importado pelos Mouros. Não há dúvidas que esses garanhões eram frequentemente cruzados com as éguas nativas que tivessem mais distinção. Em 1212, Olivier de Rohan, ao retornar das Cruzadas traz garanhões e éguas orientais para a Bretagne, que se reproduziram em liberdade, nos vastos domínios arborizados de Forges de Salles. Apesar de todas as precauções para manter puro esse plantel, foi impossível mantê-los afastados da raça nativa e, mais tarde, toda a parte central da Bretagne se impregna de sangue oriental. Em 1665, com a criação dos Haras Reais Franceses, começam surgir as primeiras regulamentações sobre a monta, e medidas são propostas para o melhoramento das raças. Esse primeiro ensaio administrativo não parece ter produzido resultados significativos. A Bretagne não seguiu, senão muito lentamente, os conselhos de Colbert e, só em 1695 a Assembléia votou, pela primeira vez, 20.00 francos para a aquisição de garanhões. Mais tarde esta soma foi aumentada para 50.000 francos. Em 1727 os Haras possuíam 32 garanhões distribuídos nos depósitos de Saint-Brieuc, Leon e Trèguier. Os cavalos de tração eram Normands, Mecklenbougeois, Danois ou Holstein. Os cavalos finos eram Barbes, Turcs, Tartares ou Anglais. A regulamentação foi restabelecida em 1762 sobre novas bases. As instruções insistem sobre “o interesse de conservar os cavalos chamados bidets, originários da Bretagne, de pequeno tamanho, de um vigor singular, próprio ao serviço dos habitantes e que está prestes a ser perder”. Em 1783, os inspetores são autorizados a escolher os cinco mais belos garanhões do seu Departamento, para formar uma estação superior, onde serão conduzidas, para cobertura, 30 das melhores éguas, escolhidas por região. Em 1787 nova lei foi votada nos Estados da Bretagne para fomentar os Haras. Uma soma de 200.000 livres foi destinada à aquisição de 50 novos garanhões e 250 éguas reprodutoras. Durante a Revolução Francesa os Haras Reais foram suprimidos e, em poucos anos, as guerras da República e do Império fizeram desaparecer o que foi construído em um século. Agravado pelas repetidas requisições feitas pelo Estado, o plantel francês ficou reduzido a animais sem valor, fracos e defeituosos. Tal deterioração fez com que Napoleão editasse um decreto, em julho de 1806 criando 6 Haras, 30 Depósitos de Garanhões e 6 escolas experimentais. Na Bretagne é criado o Haras de Langonnet, no centro da província, em uma antiga Abadia em Morbihan. Foram também criados concursos para potros, reprodutoras e garanhões com prêmios destinados aos melhores animais. Para incentivar os criadores a cruzar suas éguas com os garanhões do Estado foi instituído o regime das coberturas gratuitas. O governo insiste junto aos prefeitos para que os Conselhos Gerais se interessem pela criação, e a encorajem por meio de subvenções. Em 1822, cavalos de sangue, cavalos de tração e tracionadores ligeiros concorrem em conjunto sem distinção de categoria. Em 1825 é criado o Haras de Lamballe. Sua ação se estenderá sobre a Côte du Nord e Ille-et-Villaine. O Haras de Langonnet conservará Finistère e Morbihan. Por razões orçamentárias este mesmo Haras de Lamballe é desativado em 1833 e restabelecido definitivamente em novembro de 1842. Durante esta interrupção o Departamento de Côtes du Nord aprova a criação de fundos para ajudar os criadores na aquisição de garanhões da raça Percheron, reconhecidos como de valor pelo Departamento. Finistère age de forma semelhante. Apesar do meio século de esforços governamentais, a verdade é que um trabalho muito mais sério era efetuado na Bretagne. A raça nativa continuava a se reproduzir, por seus próprios meios, com uma prodigiosa atividade. No norte de Finistère e na Côte du Nord, as culturas progrediam, as estradas aumentavam em número e importância. O pequeno Sommier ganhava peso e tamanho com a melhoria da alimentação e dos cuidados. Beneficiado por alguns cruzamentos com os grossos cavalos estrangeiros, ele se transforma pouco a pouco em Cavalo de Tração, cujo formato tornou-se mais forte no noroeste de Finistère e centro de Lesneven, constituindo-se numa bela raça de tração nativa. Não é difícil perceber que em todas as relações oficiais e relatórios administrativos desse período, a direção dos Haras faz recriminações incessantes contra os agricultores bretões, que não querem cobrir suas éguas com os Garanhões Reais de Sangue ou “Carrossiers”. O respeitado Jacques Bonhomme afirmava que o cavalo de tração, útil, fácil de criar e de vender, foi sendo aperfeiçoado pelos criadores com tenacidade e através dos seus próprios meios. Ele foi obtido através de lento progresso fatigando os Garanhões privados, que serviam as éguas desde os 18 meses. Cada garanhão cobria anualmente até 200 reprodutoras. Alguns espíritos clarividentes emitiam, por vezes, avisos conclamando os Haras a ajudar a produção nativa ao invés de negligenciá-la, mas não tiveram eco. Antes e durante a segunda metade do século XIX, a orientação dos Haras era de produzir animais para a cavalaria, mesmo nas regiões dos cavalos de tração. Entretanto, nessa época, existiam as Sociedades de Agricultura Regionais e uma Sociedade Departamental em Côtes du Nord, que insistiam em reagir contra essa tendência. Finistère também possuía uma Sociedade muito atuante. Em 1860, o Haras de Langonnet é transferido definitivamente para Hennebont e atua com o Haras de Lamballe na criação de cavalos na Bretagne. Pela primeira vez em 1862, os concursos de potros em Lamballe, Guingamp e Corlay, são intitulados Concursos de Meio Sangue e de Tração Ligeira, e é exigido que os animais premiados se apresentem ao público ao trote e ao galope. Lamballe e Guigamp são neste momento dois centros de produção de bons cavalos de tração. A criação privada do cavalo de tração aumenta consideravelmente e melhora como formato. A guerra de 1870 opera uma nova e profunda sangria na criação da Bretagne. Mas a Assembléia Nacional estuda a questão da produção de cavalos, e uma das suas deliberações é a promulgação da lei de março de 1874, que cria a Carta da Criação Francesa determinando ser necessário, no momento, produzir por toda parte o cavalo de guerra ( leiam cavalo de sangue) para a cavalaria e artilharia. As regiões que produzem o Percheron e o Boulonnais não aceitaram essa deliberação. A Bretagne não teve a mesma firmeza e suas estações foram invadidas por meios sangues Anglo-Normands. A criação do cavalo de tração, que começa a se selecionar, perde força com esses cruzamentos. Os cavalos de tração, conhecidos como primos pobres, indesejáveis, conheceram maus dias de 1880 a 1890. Porém, esta produção foi sustentada, timidamente, pelos Conselhos Gerais de Finistère e Côtes du Nord. A raça de tração, que não tem nenhuma afinidade com o meio sangue Anglo-Normand, sofreu danos que permaneceram por longo tempo. Finistère reagiu à primeira invasão, mas o Departamento de Côtes du Nord acabou herdando tudo o que Finistère não queria mais. Na Circunscrição do Haras de Hennebont a situação foi a mesma. Mas é preciso voltar um pouco atrás. Desde 1860 o número de garanhões da raça Percheron, comprados pela Administração para o Haras de Lamballe, vinha progredindo continuamente até 1900. Os primeiros ensaios efetuados tinham dados bons resultados. Não obstante, por não trocar seus métodos e não dosar adequadamente o sangue Percheron, a Administração dos Haras generalizou os cruzamentos de uma forma absolutamente exagerada. Todas as estações estavam repletas de Percherons e Anglo-Normands, salvo nas regiões bem delimitadas da produção de cavalo de sangue. Finistère, sempre na vanguarda, repudiou o Anglo-Normand e não tarda a perceber que o abuso do Percheron prejudica a sua raça de tração e o rejeita. Nesse Departamento, porém, o meio sangue Postier conhece uma evolução rápida. Já a Côtes du Nord continua repleta de Percherons do Depósito de Lamballe. Esta foi uma nova invasão. Coloca-se o Percheron por toda parte, tanto nas regiões de solo rico como nas de solo pobre. Alguns garanhões dessa raça, selecionados entre os pequenos e verdadeiros Percherons, tornam-se melhoradores da raça local e transmitem uma característica toda especial, como nas regiões de Lamballe e Plancoêt. Porém, na maior parte das outras regiões, os Percherons de segunda e terceira categoria terminam por usar a raça. O solo bretão, no seu conjunto, não pode nutrir o Percheron. Uma enorme quantidade de produtos desse cruzamento torna-se muito grandes, com magros pescoços, membros finos, estreitos na largura, apresentando características físicas da degeneração, dentre elas a diminuição da lactação, como aconteceu nos cruzamentos com os Anglo-Normands. Para completar o mal, a raça Breton sofreria outro tipo de agressão, que foi a expansão do meio sangue Postier. Por volta de 1849, a Comissão Hípica de Guingamp tinha preconizado o cruzamento com o meio sangue Yorkshire ou do Norfolk, que era um Trotador. Os Haras de Lamballe e Hennebont compraram alguns. De 1849 a 1900, a Bretagne recebeu pequenos lotes, com bastante regularidade, que foram colocados nas Estações de Finistère. O cruzamento com as éguas locais de tração deu o que, impropriamente, foi designado com o nome de raça meio sangue Postier, quando na verdade não passava de uma variedade da raça Breton; uma sub-raça. É inegável que, ao contrário do que se passou com o Anglo-Normand, certa afinidade existia entre o Breton e o Norfolk. O sucesso do cruzamento se confirma, particularmente, na região de Saint-Pol-de-Léon e norte de Finistère. Após algumas exibições no Concurso Central de Paris, o Norfolk Breton conhece um enorme prestígio. Assim sendo, a Administração dos Haras adquire em Landernau, alguns espécimes desta variedade. Sob a pressão dos acontecimentos, como aconteceu com os Anglo-Normands na Normandie e com os Percherons na Perche, uma nova atribuição surge para os Haras Nacionais. Serão realizados enormes esforços para criar a raça Postier, na verdade, simples mestiços. Os Haras de Lamballe e Hennebont, principalmente após 1900, aumentam consideravelmente seu efetivo de Postier. Os Haras também colocam o Postier em Côtes du Nord, pois não havia como abriga-los em maior número em Finistère. Novamente a região do centro e do litoral de Côtes du Nord, ainda não recuperada dos abalos anteriores provocados pelo uso exagerado dos Percherons e Anglo-Normands, se vê obrigada a conviver com um novo gênero de meio sangue. Percebe-se, rapidamente, que se o cruzamento com Norfolk tem dado em Finistère alguns produtos notáveis, o meio sangue Postier, frequentemente prejudicava a fixação da raça. Na segunda ou terceira geração os produtos retornavam francamente ao meio sangue. Ora, os criadores estão mais do que nunca desejosos de produzir o bom Trait Breton e muitos deles já selecionam os animais com cuidado, visando esse objetivo. Diante do perigo que se apresentava para o futuro do Trait Breton, a Sociedade Departamental de Agricultura de Côtes du Nord foi criada em 1904, com o único objetivo de defender os interesses da criação contra os métodos da Administração do Haras. Até 1914 a luta travada para salvar a raça de tração foi dura e penosa, mas teve repercussão na Câmara e, frequentemente, no Conselho Geral. Em 1910, M.deLe Rouzic, deputado de Morbihan e antigo professor departamental de agricultura em Côte du Nord fez, na Câmara, uma crítica aos métodos da Administração dos Haras, pedindo que fossem abandonados os cruzamentos e as mestiçagens, que tanto mal faziam à raça Breton, e que fosse adotada, rapidamente, a seleção através do plantel nativo. Em novembro de 1912, M.de Kérguézec, deputado e presidente do Conselho Geral de Côtes du Nord, fez repercutir, também na Câmara, os protestos dos criadores. Ele levou ao conhecimento do ministro as considerações da Sociedade Departamental de Côtes du Nord e insistiu para que as modificações propostas fossem implementadas imediatamente. Desde 1912, sob a pressão enérgica da Sociedade Departamental, um movimento de repulsa muito forte pelo meio sangue Postier se espalha nas regiões de criação do Trait Breton. A guerra de 1914-1918 eclodiu. A Bretagne foi duramente atingida, mas o Trait Breton foi um dos mais resistentes e apreciados durante a campanha. A partir de 1920, o esforço dos criadores com a ajuda da Sociedade Departamental começou a colocar o Trait Breton no lugar de honra da criação da Bretagne. Os garanhões Percherons foram deixados de lado e os mestiços Postier Breton pouco a pouco foram perdendo força. A verdadeira teoria zootécnica da seleção através do plantel nativo foi colocada em prática. Em 1925, a produção de cavalos na Bretagne é intensa, tendo como base a Raça de Tração, de formato variado, muito frequentemente pura, algumas vezes impregnada de sangue estrangeiro, Percheron ou Ardennais, com uma variedade Postier que tende cada vez mais a retornar a Raça de Tração e confundir-se com ela. ---------------TRAIT BRETON E A VARIEDADE POSTIER – ANOS 1930--------------------- Zona Oriental da Bretagne: Na parte oriental da Bretagne, o efetivo dos garanhões nacionais disseminados numa quinzena de Estações é composta na maioria de Trait Breton e de alguns Postier. Esta região recebeu durante muito tempo a infusão de sangue Anglo-Normand, Percheron e por vezes de Ardennais originários do Norte, que, de Ardennais só tinham o nome. Os criadores foram percebendo que estes garanhões não davam resultados satisfatórios, transmitindo linfatismo e fazendo com que os cavalos produzidos perdessem a têmpera e a resistência, que são as principais qualidades dos cavalos criados na Bretanha. Passaram então a procurar garanhões que gerassem animais de tamanho médio, compactos e de membros fortes. Morbihan No Departamento de Morbihan, como no restante da região do sul de Finistère, o efetivo dos garanhões Postier é predominante. É a região de cavalos pequenos, membros ligeiros e pescoço fino. Toda a produção se ressente ainda da impregnação de sangue, que foi continuamente injetada por dois séculos. Ela foi saturada de Árabe, PSI, Anglo-Normand e do Meio Sangue Postier sob a forma de Hackney e completamente degenerado. Sud–Finistère A região Sud-Finistère é mais interessante. A criação do macho é uma exceção. Concursos e encorajamentos foram dirigidos ao cavalo de sela e de atrelagem ligeira. Com os primeiros Norfolk ingleses a raça ganhou distinção, mas por outro lado se distanciou do Trait Breton, por sua conformação e temperamento. A produção se ressentiu de imediato. Os criadores tem se aperfeiçoado e a preferência pelo cavalo robusto e perto do chão se propaga. Em resumo, de uma forma geral, a tendência é misturar o Postier com o Trait Breton, tentando obter um cavalo mais compacto. Nord-Finistère Na circunscrição de Lamballe, de solo mais rico, de clima temperado e úmido a produção difere da do Sud-Finistère, pois no passado foi pouco impregnada de sangue. É o verdadeiro berço do Trait Breton. A produção através do Percheron, pelos Haras, foi restrita e de curta duração. A criação privada ocupa um lugar preponderante. Os garanhões nacionais são quase todos nativos. É a região mais procurada pelos compradores. O Standard do Trait Breton é o mais puro. Os machos são procurados pelos mercadores de toda parte da França, Espanha e Itália. Antes da primeira guerra mundial as melhores fêmeas foram exportadas para Suíça, Alemanha, Bélgica etc... Norfolk Breton e Postier Breton No Nord-Finistère, uma região que é constituída pelo Bas-Leon, Centre Morlay, Taulé, Plouescat, e, sobretudo Saint-Pol-de-Léon, foi onde nasceu a variedade Postier, conhecida inicialmente como Norfolk Breton. Neste curto capítulo, trataremos da variedade Postier, recordaremos sua origem e as diferentes fases da produção, do apogeu ao declínio. As primeiras importações do Norfolk na Bretagne datam da metade do século XIX. O Norfolk inglês era um cavalo de sangue, de andamento vivo e alongado. M. H. de Robien assim o descreve: “cavalo de tamanho abaixo da média, perto do chão, uma estrutura e um temperamento irrepreensíveis, com andamentos deslumbrantes em elevação e propulsão. Peito largo, coxas e ombros bem desenvolvidos, pés fortes, aprumos regulares, bela cabeça, temperamento rústico e bom caráter”. Foi na região fértil de Saint-Pol-de-Léon, que os primeiros cruzamentos foram realizados. Sobre um plantel de éguas bem fixadas, distinguidas e de tamanho médio os resultados foram satisfatórios. Ao contrário do que havia acontecido com o Anglo-Normand, uma afinidade inegável, existia entre as duas raças. Diante de resultados encorajadores, a zona de influência se estendeu em torno do Nord-Finistère e posteriormente no Sud-Finistère. O Norfolk, na verdade, combinou melhor com as éguas com forte dose de sangue como as de Saint-Pol-de Léon do que com as éguas de tração mais grossas. De 1900 a 1914, o Norfolk Breton e o Meio Sangue Postier Breton têm um enorme sucesso. Mas, a maioria dos produtos do Meio Sangue Postier era bem medíocre. Lamentavelmente, apesar da enorme demanda nesse período, nem todas as reprodutoras eram da região de Saint-Pol-de-Léon. Por outro lado, o Norfolk na Inglaterra, pouco a pouco, se transforma em animal de pouco peso e exclusivamente de sela. Hackney mais fino, longe da sua linha original, não tinha mais a mesma substância e o temperamento que consolidou a reputação do seu precursor. O Norfolk Breton diminui em número e o meio sangue Postier aumenta progressivamente. Apesar dos sábios conselhos para dosar o sangue Norfolk e evitar um afinamento das formas, os criadores, enfeitiçados pelo sucesso, abusam dos cruzamentos repetidos. Este procedimento tira dos novos produtos as características da boa raça de tração. Os defeitos do Hackney são transmitidos com mais força e o Meio Sangue Postier perde sua compacidade. Ele não é mais perto do chão, o flanco se alonga, os membros tornam-se mais finos, e apenas os brilhantes andamentos continuam subsistindo. O automóvel começa se popularizar e o cavalo de tração ligeira perde em importância. O Meio Sangue Postier de antes da primeira guerra praticamente não existe mais no início da década de 1930. A rápida transformação dos Postier em Trait ultrapassa qualquer previsão. A Federação das Sociedades Hípicas Francesas, em 1925, decide que, a partir de janeiro de 1926: - Os cavalos denominados como Meio Sangue Postier passem a se chamar Trait Postier Breton e os animais de Trait nascidos na Bretagne sejam chamados de Trait Breton. - A primeira dessas designações será atribuída aos cavalos inscritos no Stud Book Postier, e também aos cavalos Trait Breton que se distinguirem em concursos e provas. Esta decisão indica que a produção de cavalos de tração na Bretagne é enfim catalogada Trait. A esta época os animais inscritos no Stud Book Postier já são, em grande parte, verdadeiros Traits em forma e aspecto. É interessante registrar o grau de vitalidade da indestrutível raça nativa. Apesar das fases sombrias porque passou a criação de cavalos na Bretagne, atingida por toda sorte acontecimentos prejudiciais a seu desenvolvimento normal, o Trait Breton alcançou um aperfeiçoamento fantástico. Cruzamentos descabidos e contínuos não descaracterizaram a raça, e a facilidade de absorção das raças exógenas tem sido notável. A causa é sem dúvida, sua Antigüidade, a natureza do solo, e a tenacidade e perseverança dos criadores. É o solo que faz a raça; mas ela pode ser melhorada por diversos fatores: o trabalho, os cuidados, a seleção dentro do plantel nativo, alguns cruzamentos bem compreendidos com os animais de elite de mesma raça, criados sobre solos semelhantes, e possuindo muito mais qualidades que defeitos. Com a criação do Stud Book em 1909, do Sindicato dos Criadores e com a seleção realizada exclusivamente dentro da própria raça, o Trait Breton atingiu a partir dos anos 1930 uma homogeneidade e uma conformação que permanece com poucas alterações até os dias atuais. O Trait Breton, mantém até hoje as qualidades herdadas da raça primitiva: doçura, resistência, sobriedade, rusticidade, aptidão à tração e a mobilidade e rapidez nos seus movimentos e andamentos. Os últimos cruzamentos com o Norfolk Inglês e posteriormente com o Norfolk Breton, produziram em uma região restrita da Bretagne, e durante curto espaço de tempo, alguns animais notáveis pela elegância das formas e andamentos. Essa produção especial vingou, graças a uma elite de criadores, que soube dosar adequadamente o sangue Postier. Entretanto a generalização do uso do sangue Postier de forma indiscriminada, provocou um afinamento da raça nativa retardando o seu desenvolvimento. A denominação “Demi-Sang Postier”, que não tinha nenhuma razão de ser mantida, foi suprimida. Como já citado, o Trait absorve rapidamente o pouco que ainda subsiste do Postier. O plantel da Bretagne, em seu conjunto, segue o padrão Trait, com as variantes de tamanho, volume e temperamento, conforme as regiões e as diferenças do solo. --------------------O TRAIT POSTIER BRETON DO SÉCULO XXI-------------------------- Nos dias atuais, a homogeneidade da raça é indiscutível. A diferença entre um Trait Breton e um Postier Breton, é tão sutil, que apenas os grandes entendedores são capazes de perceber. A rigor esta separação entre os dois tipos poderia ser suprimida, mas a tradição, e a importância do antigo e verdadeiro Postier, que apesar de curta duração, deu grande visibilidade a raça, desestimulam qualquer tipo de mudança. Na verdade, a nomenclatura Postier tornou-se uma espécie de grife. O criador da Bretagne tem uma ligação com o cavalo que vem de tempos ancestrais. O Domingo é dia da missa e de concurso de atrelagem ou de modelos. É o dia sagrado da religião e do cavalo. São os criadores e utilizadores que se dispõem a provar, nas numerosas manifestações hípicas de sua bela província, que o Trait Breton tem ainda seu lugar nas atividades de lazer. O povo bretão é pioneiro em matéria de festas e animações com o cavalo e conserva até hoje suas tradições. A seleção de reprodutores aptos à procriação em liberdade, como no Massif Central e os Pyrenées é muito bem realizada, daí sua fecundidade e precocidade. Produzir um cavalo de qualidade requer investimento em tempo, e competência e um retorno financeiro é desejável para que não haja desestímulo. Este é o grande desafio dos dias atuais. A nosso ver o Breton do início do século XXI é a mais bonita e versátil dentre as nove raças francesas de tração, além de ser a mais cosmopolita, pois se adaptou perfeitamente ao frio dos Pyrenées, ao calor da África, à América do Sul, e até ao distante Japão. Os Haras Nacionais Franceses, especialmente na segunda metade do século XX, tiveram e ainda tem um primordial papel na preservação deste importante patrimônio genético. Hoje são mantidos em seus estábulos, mais de 200 garanhões em atividade, que fertilizam as éguas em todo território francês e também no Exterior. A era moderna da criação do Breton é marcada pela produção de alguns líderes da raça, como: Varvella ( 1965 ), Arquella ( 1966 ), Ici Landi ( 1974 ), Nirée ( 1979 ), Norgant ( 1979 ), Riton ( 1983 ), Anvers ( 1988 ), Filou ( 1993 ) Gabarit ( 1994 ), Jackson ( 1998 ), Max du Chapel ( 2000 ) entre outros. No anexo do Regulamento do Stud Book francês o Standard do Breton é assim definido: - Cabeça quadrada de volume médio - Chanfro reto, por vezes acarneirado. - Pescoço longo, forte, bem colocado, ligeiramente rodado. - Dorso reto, largo e musculado. - Garupa larga e dupla - Coxa e antebraços musculosos - Canelas curtas e secas - Aprumos regulares, tecidos finos e andamentos ativos. - Pelagens principais: alazão e rosilho - Pelagem sem excesso de marcas brancas - Tamanho e peso indicativo: 1,58m / 750 kg O Berço da raça, tradicionalmente, se estende sobre os quatro departamentos da Bretagne ( Finistère, Côtes d’Armor, Ille-et-Villaine e Morbihan ). Atualmente o Breton é encontrado em qualquer parte da França, principalmente na zona das médias montanhas do Massif Central e nos Pyrénées. Todo o produto proveniente de pai e mãe Breton pode ser inscrito no Stud Book, qualquer que seja seu lugar de nascimento na França. Conforme informação do Syndicat des Éleveurs de Chevaux de Trait Breton, o efetivo atual é de cerca de 15.000 animais. Há 700 garanhões e 6.700 reprodutoras em atividade. O número de criadores cadastrados na França é de 3.100 com a média de 2,1 reprodutoras por criador. ---------------------------O BRETON NO BRASIL--------------------------------- Uma das primeiras importações da raça Bretã para o Brasil foi realizada em 1926 pelo Governo do Estado de São Paulo, que trouxe da França o garanhão de nome Breslau. Este reprodutor foi destinado ao então Haras Paulista em Pindamonhangaba, estabelecimento oficial de criação, transferido em 1936 para Colina com a denominação de Coudelaria Paulista, hoje com o nome de Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agro negócios da Alta Mogiana. De 1934 a 1956 há indicações que o Exército brasileiro importou perto de 100 reprodutores, de ambos os sexos, encaminhados para as Coudelarias de Rincão (RS) , de Tindiquera (PR), de Pouso Alegre (MG) e Campo Grande (MS). Esses animais passaram a servir também a criadores particulares para a formação de mestiços destinados a tração animal, ao mesmo tempo em que as Coudelarias Militares aumentavam os seus plantéis, chegando em 1956 a ter mais de 350 animais. Como parte do programa de fomento à expansão do Bretão, o Exército através da sua diretoria de Remonta e Veterinária cedia por empréstimo seus garanhões e algumas vezes doava éguas bretãs a estabelecimentos oficiais dos diferentes Estados, programa do qual se beneficiou a Coudelaria Paulista do Governo do Estado de São Paulo. Infelizmente, na década de 70, a maioria das Coudelarias do Exército foi desativada e todo o rebanho Bretão, cujo efetivo já estava drasticamente reduzido, foi vendido em Leilão Público a dezenas de criadores do Estado do Paraná. Alguns desses animais foram preservados em sua pureza racial e outros mestiçados com outras raças. O Plantel de Bretão do Governo do Estado de São Paulo teve a sua origem com a importação do garanhão Francês Breslau em 1926, que de início, cobriu éguas mestiças para obtenção de meio-sangue. Com o recebimento de éguas puras do Exército, a Coudelaria Paulista (hoje Pólo Regional da Alta Mogiana) a partir de 1936 começou a formar o seu rebanho de Bretão, utilizando o garanhão Breslau, que serviu até 1934. Nos anos seguintes a Coudelaria de Colina passou a utilizar os serviços do garanhão Guaxupé, filho de Breslau e também reprodutores emprestados das Coudelarias do Exército (Nero, Juno, etc.). Em 1965 a Coudelaria Paulista, com o objetivo de fugir da consangüinidade enviou quatro éguas Bretãs para serem cobertas pelo garanhão Qil Est Joli recém importado da França pelo criador Aluísio Faria , obtendo desses acasalamentos 2 produtos machos (Garrinchel e Garantido) e uma fêmea. A partir de 1969 esses dois machos passaram a ser usados como garanhões principais da Coudelaria de Colina. Em 1976, o Governo do Estado de São Paulo adquiriu o garanhão Helios e 3 éguas Bretãs, todos importados da França, melhorando assim as possibilidades de refrescamento de sangue do seu rebanho da Coudelaria Paulista, de Colina. Em abril de 1983, em convênio com a Embrapa, foram trazidos da França 2 garanhões (Opolo e Otivan) e 4 éguas bretãs para a Coudelaria de Colina. Infelizmente, dessas quatro fêmeas, morreram duas em decorrer de problemas de adaptação, agravados com doença parasitária (nutaliose). O garanhão Opolo também teve pouca oportunidade de melhorar o plantel, deixou apenas quatro produtos ( 1 macho e 3 fêmeas), morrendo em janeiro de 1984. O reprodutor Otivian deixou 20 produtos ( 7 fêmeas e 13 machos) morrendo em janeiro de 1985. Os dois reprodutores mais utilizados na Coudelaria, foram Infantil e Vergalhão, ambos nascidos e criados na Coudelaria de Colina, o primeiro deixou 50 produtos e o segundo, filho de Helios, deixou 34 produtos. Em 1982 foi fundada a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DO CAVALO BRETÃO, em Curitiba-PR, mas somente em 1989 abriu seus livros de Registro Genealógico. A Associação Brasileira passou por várias dificuldades em Curitiba, mas conseguiu superá-las com o apoio dos criadores de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Depois começaram as importações particulares, primeiramente pelo Sr. Lineu de Paula Machado , em 1990, que trouxe para Botucatu-SP 11 animais (10 fêmeas e 1 garanhão). Em 12/06/95 em Assembléia Geral Ordinária para eleição de nova Diretoria, foi aprovada por unanimidade, a transferência da sede de Curitiba-PR para Jaguariúna, Estado de São Paulo, pois a ABCCB necessitava se aproximar da grande concentração das Associações Brasileiras de raça e ser reconhecida e divulgada no meio eqüestre. Após as mudanças, começaram as melhoras e a repercussão foi grande. E novamente voltaram as importações através do Senhor Anis Razuk, em setembro de 1997, que trouxe para sua propriedade em Itú-SP 2 garanhões e 2 éguas prenhas. Últimas importações - 1998 - O Senhor Anis Razuk e o Sr. Cláudio Marcelo Borja de Almeida trouxeram em novembro: 2 éguas Reservadas Campeãs nas respectivas categorias e 1 garanhão Campeão Nacional da principal Exposição Nacional da França – HIRAC - e 2 machos castrados campeões de atrelagem de 95 a 98. - 1999 - O Sr. Cláudio Marcelo Borja de Almeida trouxe mais um casal campeão: O Grande Campeão Nacional Cavalo 99 e a Campeã Égua 99 da Exposição Nacional da França, realizada todo ano em Setembro. - 2001 – No mês de maio chegou ao Brasil o garanhão JASMIN, Grande Campeão Nacional da França, adquirido pelo Sr. Cláudio Marcelo Borja de Almeida. - 2006 - O Senhor Anis Razuk adquiriu um garanhão - PAMPERO - e cinco éguas de excelente qualidade. Neste mesmo ano, o criador Aluisio Marsili, com a assistência técnica da diretora da ABCCB Sra. Susana Cintra, importaram de forma pioneira, o sêmen congelado do garanhão MAX DU CHAPEL, na ocasião, o cavalo mais requisitado para coberturas na França, e de propriedade dos Haras Nacionais Franceses. - 2007 - Duas éguas rosilhas foram importadas também pelo Senhor Anis Razuk, reintroduzindo no país animais com uma pelagem praticamente extinta, e o garanhão RIVAL DES NEIGES. - 2008 - Quatro éguas de grande destaque nos concursos nacionais franceses chegaram ao Brasil por iniciativa do Senhor Anis Razuk. - A credibilidade conseguida desde 1997 quando foram retomadas as importações, e um melhor intercâmbio com o Syndicat des Eleveurs du Cheval Breton em 1998, fez com que o Brasil fosse considerado um dos melhores importadores pelos principais diretores dos Haras Nacionais Franceses e pelo Presidente do Syndicat, por escolhermos bem os animais, selecionando padrão e genética que eles consideram top na França. Portanto, as últimas importações foram importantíssimas para melhoramento e refrescamento do sangue no plantel nacional brasileiro. Serviço de Registro Genealógico O Bretão no Brasil é registrado como: P.O. (Puro de Origem). P.C. (Puro por Cruza a partir de 31/32 de sangue Bretão). MESTIÇO (1/2 sangue até 15/16 de sangue Bretão) ÉGUA BASE ( comum ou de outra raça ). O Bretão recebe um Registro Provisório ao nascer e, após entrar em época de reprodução, é Registrado em Definitivo ( 36 a 60 meses de idade), em ambas as idades são inspecionados por técnico credenciado. Em 1999 foi incluída e aprovada a Transferência de Embriões, que entrou no regulamento do SRG para acelerar o crescimento da raça e o selecionamento, utilizando somente animais de excelentes linhagens e premiados em Exposição. -----------------------FUNÇÕES DA RAÇA---------------------------------------- - LAZER E TURISMO - O Bretão é utilizado em vários países para puxar carruagens e troles para passeios turísticos ou da própria família para o lazer, como também é utilizado como montaria em desfiles e pelos militares de certos países para policiamento. Aqui no Brasil são mais utilizados os troles, as carruagens e as carroças. - TRAÇÃO PESADA - Um cavalo Bretão mestiço chega a puxar, num implemento sem rodas, 700 kg sozinho e um puro cerca de 1.500 kg e num implemento com rodas, 1.000 kg e 4.000 kg respectivamente, mas todo atleta precisa de condicionamento, por isso eles têm que estar bem treinados para puxar cada vez mais peso. Quem utiliza o Bretão, para o trabalho, observa que o cavalo faz o serviço com prazer. É utilizado pelos fazendeiros para levar alimentação para o gado ou outros cavalos (silagem ou feno), na limpeza das cocheiras levando o esterco, nos reflorestamentos carregando toras, etc.. - ÉGUA AMA DE LEITE - A égua Bretã fornece ao potro Bretão em média 24 litros de leite diários, enquanto as outras raças fornecem em média 14 litros, por isso, a égua Bretã tendo também excelente habilidade materna, tem sido muito utilizada pelos criadores de PSI e BH para amamentar os potros dessas raças. O objetivo destes criadores é de ter um melhor desenvolvimento no desmame destes produtos, cuja diferença é bem significante. ÉGUA PARA RECEPTORA EM TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES - Por ter melhor qualidade e quantidade de leite e o útero maior, as éguas Bretãs, geralmente as mestiças acima de 3/4-7/8 Bretão, Puras por Cruza e P.O., estão sendo utilizadas pelas raças Mangalarga e Brasileiro de Hipismo para receberem embriões e criarem, melhor que estas raças, os futuros campeões. A diferença de crescimento dos potros é surpreendente, tanto ao nascer como ao desmame , chegando há diferenças entre 5 a 10 cm de altura na cernelha, além de uma musculatura mais destacada e vitalidade maior do que se fosse criado pela mãe da mesma raça. TRABALHO AGRÍCOLA - Por ser um animal de temperamento dócil, e maior força, tem sido preferido pelos pequenos e médios agricultores para a tração animal substituindo com maior eficiência os burros e mulas. Por ser rústico e de fácil alimentação, geralmente de criação extensiva e sal mineral, também substitui o pequeno trator, barateando as despesas do agricultor com manutenção e mão-de-obra de um trator. FORMADOR DE MESTIÇOS - o garanhão Bretão é excelente para cruzar com éguas de outras raças mais leves para formação de mestiços mais resistentes, mais fortes e mais bonitos. Ao contrário do que muita gente pensa, não dá problema na cobertura e nem no parto, só recomendamos que a égua esteja saudável e com boas condições físicas. Os mestiços machos têm utilidade na sela e na tração animal e as fêmeas, além dessas funções, também têm sido utilizadas como receptoras de embrião de outras raças e para matrizes de novos cruzamentos com garanhão Bretão para aumentar o grau de sangue, pois depois de 6 gerações poderão produzir produtos P.O.. -------------------------------CONCLUSÃO--------------------------------------- O plantel nacional é de excelente qualidade. As importações realizadas foram muito bem selecionados e diversos campeões franceses estão hoje no Brasil em plena atividade reprodutiva. Entretanto é preciso incrementar provas funcionais para que os apaixonados por cavalos tenham conhecimento que o Bretão não é apenas um animal de rara beleza, mas principalmente um animal capaz de exercer várias funções. Precisamos também de novos criadores para que a ABCCB tenha recursos suficientes para dar prosseguimento aos seus objetivos e dar visibilidade maior a uma raça que, acima de tudo, é um patrimônio genético que o governo francês se empenha em manter.    

 

 

23/03/2010
CLAUDIO MARCELO BORJA DE ALMEIDA FOI O GRANDE VENCEDOR DA XI EXPOSIÇÃO NACIONAL DO CAVALO BRETÃO